AGO 07, 2001Tempos
felizes. Corria o ano de 1968 e me preparava para casar. A bolsa era
no grito. As cotações escritas na lousa. O pregão
funcionava até as 13 horas, e não havia essa loucura de
ficar olhando o exterior. Nem tinha como.
Telefone local para conseguir linha tinha que tirar do gancho e ficar
esperando uma hora. Imagina saber o que se passava no mundo.
O mundo era aqui. Foi a época da preparação do
"milagre" e muitas empresas abriam o capital, para captar
dinheiro através da Bolsa.
As Blue chips eram Petrobrás, Banco do Brasil, Belgo Mineira,
Docas de Santos, Vale do Rio Doce, Mannesmman, Estrela,
Cica e outras.
Foi a época da abertura de capital das construtoras Veplan,
Hindi e Diametro. Como se ganhava dinheiro nesses lançamentos!
Comprava-se o "recibo" de subscrição por um
preço, e quando o
papel começava a negociar na bolsa, entrava valendo 3 a 4 vezes
mais. Para os mais jovens, saibam.
Esta é a verdadeira finalidade da Bolsa. Capitalizar empresas,
lançando ações, sem ter que ficar devendo aos bancos.
Pelo menos era.
Não havia opções. Nem índice futuro. A Bolsa
subia tanto, que nem se precisava escolher o que comprar. Até
PEDRA PN subia.
Foi a época que surgiu uma brincadeira no mercado, onde se vendia
ou melhor se "sugeria" aos novatos uma ação
chamada MERPOSA.
Quando perguntavam o nome e atividade da empresa a resposta era: MERDA
EM PÓ S.A.
Bom por enquanto é isso. Na próxima vamos falar do crash
que se sucedeu a isso. Preferi começar pelo doce pois de amargo
já chega o momento atual.