JAN 25, 2002O
primeiro registro de uma transação de opções
envolvendo um contrato está na bíblia. O Livro de Gênesis
conta como Jacob fez um contrato do tipo opções para se
casar com a filha mais nova de Laban, Rachel.
Jacob obteve permissão para casar com Rachel se ele concordasse
em trabalhar para Laban por sete anos. Na linguagem das opções,
Jacob pagou o "prêmio" de sete anos de trabalho e recebeu
o "direito mas não a obrigação" de casar
com Rachel.
O primeiro especulador com opções que
se tem registro foi Thales, um astrônomo e o primeiro eminente
filósofo grego. Segundo Aristótele, Thales "sabia
pelos seus conhecimentos das estrelas, ainda no inverno, que ocorreria
uma grande colheita de azeitonas no ano seguinte.
Tendo pouco dinheiro, ele reservou todos os depósitos de olivas
em Chios e Miletus, pagando taxas bem baratas porque não haviam
mais interessados."
Uma colheita abundante e uma grande demanda por depósitos de
olivas provou que as previsões de Thales estavam corretas, e
com seus contratos de locação já pagos, ele utilizou
os depósitos com grande lucros.
Ainda que muitas pessoas associem opções
apenas com especulação, o conceito de
opção veio de uma necessidade de controle do risco
ligado as flutuações dos preços nos mercados agrícolas.
A primeira documentação de tal uso das opções
ocorre na Holanda em 1634.
As tulipas eram um símbolo de status entre a
aristrocacia holandesa do século 17 e, neste tempo, era comum
os mercadores venderem a futuro (para entregar a posteriori). Havia
portanto, grande risco em aceitar vender a um preço fixo no futuro
sem saber, com certeza, qual seria o preço exato no momento da
venda.
Para limitar este risco e assegurar uma margem de lucro, muitos mercadores
compravam opções dos plantadores. Estas opções
asseguravam aos mercadores o direito, mas não
a obrigação, de comprar tulipas dos plantadores a um preço
pré-determinado por um período específico de tempo.
Em outras palavras, o preço máximo para os mercadores
era fixado até que chegasse a hora de entregar as tulipas aos
aristocratas e receber o pagamento.
Se as tulipas passassem a custar mais que o preço máximo
(ou pré-determinado), os mercadores que possuiam as opções,
exigiariam do plantador a entrega ao preço máximo
combinado, assegurando uma margem de lucro.
Se, entretanto, o preço caísse e a opção
expirasse sem valor, o mercador ainda podia ter lucro comprando tulipas
a um preço mais baixo e depois revendendo com lucro. Estes contratos
de opções, permitiram que muitos mercadores permanecessem
trabalhando durante períodos de extrema volatilidade
nos preços das tulipas.
O conceito importante que fica desta pequena história é
que as opções não foram criadas para serem o instrumento
especulativo que muitos fazem uso, mas sim, para serem um intrumento
de proteção contra grandes variações
de preços.