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Opções são instrumentos derivativos. Isto significa que o valor de uma opção e suas características de negociação estão ligadas ao ativo subjacente às opções. Isto é, uma opção da Telemar PN está ligada ao ativo - TNLP4.
O investidor que conhecer os fundamentos das opções, terá um meio efetivo de lidar com o risco pois passará a ter a sua disposição uma grande variedade de escolhas diferentes de investimentos.
O ativo ao qual a opção está sendo negociada pode ser um ação, um índice, um contrato futuro, uma letra do tesouro, uma commoditie, etc. Nos ateremos aqui as opções ligadas a ações, mas os conceitos básicos podem ser extendidos a qualquer forma de opção.
Uma opção de um ativo adjacente será ou o direito de comprar o ativo (opção de compra) ou o direito de vender o ativo (opção de venda) a um determinado preço e dentro de um determinado período de tempo no futuro.
O fator principal aqui é que o proprietário (comprador) da opção tem um direito, e não uma obrigação. Se o proprietário de uma opção não exerce este direito antes do fim do período de tempo pré-determinado, a opção e a oportunidade (direito) de exercê-la deixam de existir.
O vendedor de uma opção, entretanto, é obrigado a preencher os requerimentos da opção se a opção for exercida. No caso de uma opção de compra de uma ação (call), o vendedor vendeu o direito de comprar aquela ação. O vendedor da opção de compra é portanto obrigado a vender a ação ao proprietário da opção de compra (comprador) se a opção for exercida, e pelo preço pré-determinado.
No caso de uma opção de venda de uma ação (put), o vendedor vendeu o direito de vender aquela ação. O vendedor da opção de venda da ação é portanto obrigado a comprar a ação do proprietário da opção de venda (comprador) se a opção for exercida, e pelo preço pré-determinado.
O preço pré-determinado de uma opção é conhecido como o preço de exercício. Quando uma opção de compra é exercida, o proprietário (comprador) paga pela ação o preço de exercício. Quando uma opção de venda é exercida, o proprietário (comprador) recebe pelas ações o preço de exercício.
A data após a qual a opção para de existir e a data de exercício.
Os investidores devem estar cientes das regras em relação a expiração das opções e seu possível exercício ou não. Em primeiro lugar, além das regras gerais do IBOV, as diferentes corretoras tem suas próprias regras. Informe-se com suas corretora das regras internas da mesma em relação as opções.
Os investidores também devem estar cientes das regras de exercício automático. Em alguns locais, uma opção de compra que, no dia do exercício, esteja abaixo do preço da ação subjacente, poderá ser exercida automaticamente. Cabe ao investidor avisar que não deseja exercer, ainda que isso seja benéfico para ele. Mas a maioria das corretoras no Brasil, não realizam exercício automático. Faça o raciocínio inverso para a opção de venda.
Muitas corretoras determinam um horário final, próximo ao exercício, em que o propietário de opções possa dizer o que deseja que seja feito.
Aos que forem negociar opções de outros ativos que não ações, é importante se informar com sua corretora e no Bovespa, sobre as específicas regras daquele tipo de opção, pois estas regras podem mudar de um tipo de ativo para outro.
A relação do preço da ação com o preço da opção determina se a opção é dita como In-The-Money (dentro do preço); At-The-Money (no preço), ou Out-of-The-Money (fora do preço).
O preço de uma opção (prêmio) pode consistir de valor intrínseco, valor extrínseco (do tempo ou de expectativa), ou uma combinação de ambos.
Uma opção está sendo negociada em paridade com a ação quando ela está in-the-money e não possui nenhum valor extrínseco.
Esta situação ocorre quando o preço da ação subjacente menos o preço de exercício é igual ao valor da opção (prêmio).
Isto ocorre muitas vezes com as opções que estão profundamente in-the-money nos dias próximos ao exercício.
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