Resumo do Livro Intelligent Investor

Comprei na Amazon. O livro é barato, tanto que se não me engano, o frete saiu o preço do livro. Leitura fácil em inglês (uma pessoa com conhecimento médio da língua inglesa será capaz de aproveitar bem o livro). Procurei uma versão em português, mas até onde sei, está esgotado.

Muito mais interessante que ler meu resumo do livro será ler o próprio original, mas coloco este resumo por 2 razões:

  • Porque estou lendo e fazer um resumo ajuda na minha reflexão sobre os temas abordados;
  • Quem ler este resumo poderá se sentir mais interessado em comprar o livro original e poderá fazer a aquisição com mais certeza de que vale a pena.

Estudar sobre mercado financeiro com material de boa qualidade, nunca é demais e em geral encontramos nas revistas e jornais especializados matérias de baixo conteúdo e muita propaganda.

Observações Finais: quem faz o resumo, também faz um filtro do que achou mais relevante ou não. Posso adiantar que o livro é muito mais interessante que o meu resumo.

Sobre o Autor: Benjamin Graham teve experiência em mercado de capitais por mais de 50 anos, passando por mercados de alta, baixa, em wall street, maior bolsa do planeta. Eu queria apenas ter 1% do know-how que ele teve.

No prefácio Warren Buffet diz que este livro ele leu quando tinha 19 anos e o considerou o melhor livro sobre mercado de capitais que havia lido. No prefácio desta edição atual Buffet diz que continua sendo o melhor livro que ele conhece (sobre investimento em ações).

Cada capítulo é comentado por Janson Zweig (editor de economia da revista Money CNN). Vale muito a pena ler os comentários porque o livro original foi escrito, se não em engano nos anos 50 e o Janson faz comparações entre os anos 50, 60 e a derrubada de 2000 / 2002.

Para quem leu o livro do Bastter, este livro seria, digamos assim, mais voltado para o nível 1 da metodologia Bastter.com, inclusive há afinidades entre os pontos do programa do Bastter (nível 1) e os enunciados do Graham (compra de ações de grandes empresas, tipo blue chip, programa de compras regulares e outros).

1º capítulo: Investimento x Especulação

Que resultados (da bolsa) pode esperar o investidor inteligente?

  • Este capítulo trata da diferença entre investidor e especulador
  • O investidor defensivo está mais interessado em segurança e liberdade do que em complicação
  • O investidor defensivo deve separar suas finanças em 2 grupos: 50% poupança em títulos e 50% em ações de boas empresas. Em períodos de mercado de baixa, pode ter uma elasticidade no portfólio de ações de até 75% . No mercado excessivamente alto reduzir seu portfólio de ações para até 25%;
  • Três conselhos no final para o investidor defensivo: a) só comprar ações de blue chips, b) comprar também de fundos de excelente qualidade; c) fazer um programa de compras regulares por mês ou por trimestre.
  • Analisa também conselhos para o investidor agressivo (mas que aqui não entro em considerações).

2º capítulo: O Investidor e a Inflação

  • Este capítulo analisa o impacto da inflação sobre as finanças
  • É observado que a inflação corrói mais a parte das finanças que estão em poupança ou fundos de renda fixa
  • É observado que as ações protegem mais o patrimônio contra a inflação
  • No final discute mais uma vez alternativas referentes a proteger a carteira (poupança + ações) contra a inflação: fundo em ouro (apenas 2%) e imóveis (que podem proteger ou não, pois dependem de outros fatores que fogem ao conhecimento do autor).
  • Conclusão final: a inflação é realmente um problemão! De difícil solução, porque corrói , deteriora o valor da carteira como um todo, porém as ações protegem mais (no longo prazo , mais de 10 anos) o valor da carteira do que as poupanças em títulos do governo ou fundos de renda fixa.

3º capítulo: 100 anos de Mercado de Capitais

  • Este capítulo analisa 100 anos de mercado de capitais americanos...muita coisa se comparado com o nosso Ibovespa e também com nossa kilometragem de mercado.
  • Como o autor viveu e trabalhou muito, ele comenta as suas recomendações (p/ os investidores) em 1950, 1960.
  • Analisa mercados bullish e bearish desde 1929, passando pela 2a guerra e depois a melhora nos anos 50, os limites do otimismo, inclusive a derrubada de 2000 e 2001 (analise do comentarista do livro, pois o autor já estava morto)
  • A performance do mercado depende de 3 fatores: crescimento real do lucro e dividendos das empresas, inflação e crescimento especulativo (apetite dos investidores pelas aplicações de risco)
  • Um último conselho é no sentido de não se dar muita atenção às próprias previsões de retorno no mercado de ações, pois certamente vc estará errado, porque o mercado é sempre surpreendente!

4º capítulo: A Questão Geral do Portfólio

  • Este capítulo trata do problema básico de alocação de recursos no portfólio entre poupança e ações;
  • Quanto agressivo deve ser o portofólio? – o autor responde que a questão não está exatamente no portfólio, mas no operador;
  • Há 2 tipos de investidor: aquele que estuda economia continuamente e monitora dinamicamente seu portfolio e aquele que cria um piloto automático (dá menos trabalho e menos excitação)
  • Recomenda que não se coloque 100% em ações. Que se mantenha pelo menos 25% em ações , como também não se coloque 100% em fundos de renda fixa.
  • Recomenda para o investidor defensivo o rebalanceamento de 6 em 6 meses ou 1 vez por ano, no sentido de restaurar a equivalência entre renda fixa x renda variável (supondo 70% ações x 30% em poupança ou 50% em RV x 50%em RF, considerando que as proporções devem se ajustar ao perfil de cada um), se possível fazer isso com um piloto automático (para não dar muito trabalho de ficar pensando etc), ou como diz o Bastter: ter um plano e segui-lo.

5º capítulo: O investidor Defensivo e as Ações

  • Neste capítulo o autor analisa os méritos do investimento em ações, em particular por causa do retorno de dividendos e JCP serem superiores (no longo prazo) aqueles obtidos na renda fixa
  • Recomenda que na composição do portfolio se escolham empresas tipo blue chip: grandes empresas, com boa administração e boas pagadoras de $$$
  • Recomenda que não se compre ações de boas empresas pagadores de dividendos a qualquer preço, pois se elas estiverem muito caras, o retorno será ínfimo.
  • O autor recomenda cuidado com as ações ditas de crescimento, que crescem sem gerar lucros, não pagam dividendos e depois de alguns anos perdem valor de mercado muito rapidamente.
  • O comentarista do livro aplica os conceitos do Graham para mostrar a furada que foram as empresas de informática nos anos 2000 e 2001 pois cresciam, cresciam sem darem lucro e pagarem dividendos. Vários casos são apontados: Cisco, entre outros e o mais impressionante é o da empresa do Linux, que fez um IPO caríssimo e deu grande déficit...
  • No final recomenda enfaticamente que para o pequeno investidor o melhor método é o de se fazerem compras regulares com uma quantia fixa em reais (chamado dollar average), p. ex. todo mês compra 200,00 ou 500,00 não se importando se o mercado está em alta ou em baixa, se ele entende ou não de mercado. Este procedimento com o passar dos anos é que fará a diferença no portfólio pois dará uma tranqüilidade ao aplicador (o piloto automático).
  • Além do dollar average, outra ferramenta importante para o pequeno investidor é o rebalanceamento regular (a cada 6 meses), como se fosse um piloto automático que vai liberar o investidor de agir como se tivesse de prever a flutuação do mercado a cada dia.

6º capítulo: Política de Portfólio para o Investidor Empreendedor

O lado negativo:

  • Neste capítulo o autor analisa assuntos de interesse do investidor empreendedor ou mais agressivo, ressaltando o cuidado com as “ furadas” tais como bonds de segunda classe (junky bonds), ações de empresas de terceira linha e coisas que hoje em dia seriam os titulos sub prime .
  • Análise pelo comentarista de bonds da WorldCom.. furados e IPO´s furados como o a Linux
  • Este capítulo é mais sobre coisas que se devem evitar no mercado, mas que de tempos em tempos aparecem, querendo vender o “paraíso”.

7o capítulo: Política de Portfólio para o Investidor Empreendedor

Lado positivo:

  • O autor continua suas considerações para o investidor mais empreendedor, o que quer dizer: para aqueles que possuem mais tempo para estudar o mercado e podem assumir posições em mercados de new housing, títulos industriais de municípios e outros títulos, inclusive no exterior. Aqui no Brasil não há tanta variedade, mas nos últimos anos tem aparecidos coisas como debentures, fundos imobiliários etc
  • Discute que o plano 50% - 50% ainda que seja um bom plano para o investidor defensivo pode se mostrar pouco interessante para o investidor empreendedor, mas que se ele exceder a relação 25% RF e 75% renda variável deve ter convicções firmes sobre os perigos do mercado.
  • Discute longamente a questão das empresas de crescimento (growth) e o fato de se ficar com ações destas empresas por digamos 10 anos.
  • Analisa históricos de fundos de growth companies nos anos 60 e conclui que a rentabilidade não foi assim tão superior ao SP500 ou ao Dow Jones.
  • Analisa casos excepcionais de growth como da General Electric e da IBM nos anos 50 e 60, indicando que nestes casos o excepcional se deu mais em função da visão dos operadores de mercado (que mantiveram os papeis em alta) do que propriamente dos resultados oferecidos pelas empresas
  • Faz uma interessante observação quanto à questão de que grandes fortunas são feitas por investidores que compraram ações (de boas empresas) quando estas estavam começando e ficaram com as ações por longos anos, apesar de todos os maus momentos ocorridos no mercado etc - A resposta é que estes investidores ficaram com as ações porque possuíam vínculo com os controladores seja através de emprego ou relações familiares e que a questão dos períodos de declínio sempre fazem a questão inicial retornar (ficar com as ações por longo e longuíssimo prazo vale a pena?).
  • Apresenta 3 áreas de interesse para o investidor empreendedor: a) as grandes empresas não populares, b) as compras de barganhas e c) a compra de empresas em situações especiais
  • Ainda no comentário do capítulo (por Jason Zweig) são feitos 2 comentários muito interessantes: um sobre as empresas de crescimento que desejam crescer para sempre (análise de caso da Cisco e Nortel – quanto maior o crescimento, maior a queda) e outra sobre colocar todos os ovos na mesma cesta. Análise de casos como Bill Gates e Microsoft, Sam Walton e Wall Mart. Em resumo: se funcionou para algumas poucas grandes fortunas, não quer dizer que vá funcionar para investidores médios ficarem milionários.

8º capítulo: O investidor e as Flutuações do Mercado

  • O autor comenta que o investidor defensivo deve comprar quando os preços não estão muito altos.
  • Comenta que as previsões sobre altas e baixas do mercado são muitas vezes errôneas e que o investidor defensivo vai tirar pouco proveito delas;
  • Indica pra o investidor defensivo usar o rebalanceamento de sua carteira
  • O Janson tem excelentes comentários neste capítulo. Um dos mais interessantes diz que o investidor inteligente controla o que é controlável: seus custos de home broker, suas expectativas, seu risco (através de diversificação e rebalanceamento), seus impostos e seu comportamento.
  • O mais importante não é superar o mercado, é você conseguir atingir seus objetivos de vida! (boa aposentadoria etc).
  • Paradoxalmente você estará muito mais no controle, se você entender que você não tem o controle sobre as flutuações de mercado.

9º capítulo: Investindo em Fundos de Investimento

  • O autor comenta que uma grande coisa que estes fundos trouxeram foi o hábito de poupança e investimento individuais;
  • Que os fundos facilitam a vida dos pequenos investidores porque evitam que eles fiquem especulando e comprando ações de 3a linha (micos)
  • Porém que no aspecto mais estritamente profissional, nem todos os fundos tiveram performance melhor que os indexes de bolsa (tipo S&P500, Bovespa), ocasionando que alguns fundos sejam melhor administrados que outros.
  • No comentário do capítulo o Janson indica que deve-se permanecer em um fundo por pelo menos 3 anos, para avaliar se ele está indo bem ou não.

10º capítulo: O Investidor e seus Conselheiros

  • O autor indica que pessoas na hora de fazerem um seguro pessoal ou de veículos procuram um bom corretor para obterem um aconselhamento. No caso de investimento em ações também procuram por aconselhamento, mas que neste caso é uma coisa que tem uma característica singular: ensinar a ganhar dinheiro, porque o bom aconselhamento financeiro significa ensinar alguém a lucrar e parte-se do pressuposto que todos têm noção de como fazer isto...
  • Relata o autor que na década de 70 muitas pessoas procuravam por aconselhamento financeiro a diversos tipo de orientadores diferentes: amigos, banqueiros, corretoras etc. O Janson, no seu comentário do capítulo, indica que no início do ano 2000 acontece a mesma coisa: +/- 17% das pessoas buscam aconselhamento com amigos, 10% com revistas de finanças, a novidades é quer hoje em dia 8% buscam orientações na internet e 3% com canais financeiros na TV.
  • Relata ainda, para alguns afortunados, conselhos sobre como escolher um orientador financeiro, mas isto não me parece muito comum por estas bandas hoje em dia.

11º capítulo: Análise segura para o Investidor Básico, uma Visão Geral

  • O autor apresenta (visão geral) seus padrões de análise de segurança para ações.
  • Seu teste básico é o earning coverage test, ou seja: quantas vezes o lucro é maior que os custos (o ideal varia de 4 a 7 vezes). Além disso seria importante notar outros fatores: o tamanho da empresa, o valor dos ativos etc
  • A forma ideal de analisar uma ação é através de uma avaliação sobre seu valor (valuation). Esta valuation se obtém pela estimativa de lucros futuros x um fator de capitalização
  • Analisa que é sempre muito difícil estimar com precisão os lucros futuros, em especial para as ditas empresas de crescimento (growth)
  • No comentário do capítulo o Janson aponta 5 elementos que o Graham havia selecionado como decisivos:
    1. 1- o programa de longo prazo da empresa,
    2. 2- a qualidade de seus gerentes,
    3. 3 - a força financeira e estrutura de capital,
    4. 4 - o histórico de dividendos e 5 - o dividendo corrente.

12º capítulo: Coisas a considerar sobre Lucro por Ação

  • Apresenta 2 recomendações p/ o investidor: a) não se basear apenas no lucro anual e b) não deixar de ler as notas explicativas dos balanços
  • Neste capítulo ele analisa o lucro por ação da alcoa apresentado em 1970, observa que o lucro por ação divulgado foi um, mas lendo-se atentamente as notas explicativas, observa-se que houve a maquiagem contábil, que o lucro real é bem menos.
  • Pondera que é melhor analisar o lucro por períodos (lucro médio), digamos assim de 3 em 3 anos ou de cinco em cinco anos, pois as maquiagens contábeis ficam mais fáceis de serem encontradas

13º capítulo: Comparação de 4 empresas selecionadas

  • O autor analisa 4 empresas em 1970 com base em seus critérios de performance: lucratividade, estabilidade dos lucros em 10 anos, crescimento, posição financeira (das empresas), dividendos e preços históricos.
  • Da análise das 4 empresas fica um sumário dos critérios de análise de performance do Graham: tamanho adequado, suficiente força financeira, dividendos contínuos ao longo dos anos, não ter prejuízo nos últimos 10 anos, estes quesitos ele vai desenvolver melhor no capítulo 14.

14º capítulo: Seleção de ações para o Investidor Defensivo

  • O autor recomenda que se adquira um portfolio de empresas blue chip, a serem pesquisadas dentro do index equivalente ao Bovespa, por exemplo. Caso queira selecionar ele mesmo suas empresas, deve levar em consideração: - o tamanho adequado da empresa, o crescimento dos lucros, a relação P/L moderada e a relação Preço / valor patrimonial (também moderada).
  • Pondera ainda que um analista de ações olha mais para o futuro do que para o passado e que esta visão do futuro pode ser feito de 2 maneiras: ou projeções ou proteção;
  • O investidor defensivo deve pautar sua análise na questão sobre se o preço atual da ação inclui uma margem de segurança que possa absorver imprevistos no futuro... isto para ele deve ser mais importante que previsões de lucros futuros, até porque é impossível acertar as previsões.
  • Recomenda que o investidor defensivo não se atenha a questão: quais as melhores ações? mas dê enfase na diversificação;
  • No comentário do capítulo o Janson faz uma interessante abordagem sobre a diversificação.

15º capítulo: Seleção de ações para o Investidor Empreendedor

  • O autor começa descrevendo a dificuldade dos profissionais, sejam de fundos ou individuais em baterem o índice S&P 500. Entretanto indica alguns caminhos que o investidor empreendedor deve tomar, se quiser escolher suas próprias ações.
  • Este capítulo trata de ações de segunda linha, empresas em situações especiais (liquidações);
  • De qualquer modo, Graham indica 2 critérios que não podem deixar de ser observados: 1 - a compra de ações de empresas que estejam sendo negociadas a baixos múltiplos, 2 – ações de empresas que estejam sendo negociadas abaixo de seu valor patrimonial.

16º capítulo: Títulos conversíveis e Garantias

  • Neste capítulo o autor trata de bonds conversíveis em ações e outros títulos, inclusive opções conversíveis em ações distribuídas por empresas.
  • O autor demonstra sua insatisfação com estes títulos, acha uma furada.
  • Como aqui no Brasil este tipo de título não é muito comum (até onde sei), não vou me estender em tópicos deste capítulo.

17º capítulo: Quatro Casos Instrutivos

  • Neste capítulo o autor analisa 4 casos muito instrutivos: a) uma empresa gigante sobreavaliada, que em alguns anos vai a falência b) um império de conglomerados, c) uma fusão onde a empresa menor (e menos lucrativa) domina a maior e d) um IPO furado, que em pouco tempo leva o acionista a perda total.
  • Estes 4 casos de empresas da década de 70 são analisados com minúcias. Na parte de comentários o Janson faz uma equivalência com empresas de 1999 a 2002, principalmente da área de informática
  • Moral do capítulo: as furadas do mundo corporativo continuam por aí... cabe ao analista conhecer o histórico das empresas para evitar cair nestas compras, que depois dão dor de cabeça.

18º capítulo: Uma comparação de 8 Pares de Empresas

  • Neste capítulo o autor coloca todos os seus conceitos de análise em prática. Pega 8 pares de empresas próximas ou afins de vai demonstrando a análise do lucro, da capacidade financeira, a composição acionária...até demonstrar que uma empresa é sólida e a outra não atende aos critérios de solidez financeira, pagamento de dividendos, lucro satisfatório etc
  • Um capítulo essencialmente prático;
  • Na parte do comentário do capítulo o Janson faz a mesma coisa, porém com empresas do final dos anos 90 e início do ano 2000 (crise de wall street e nasdac)

19º Capítulo: Política de Dividendos

  • Este capítulo analisa as relações entre administradores da empresa x acionistas quanto à política de pagamento de dividendos. A tendência nos anos 50 era as empresas pagarem bons dividendos e que nos anos 90 isso mudou, sendo aceito pelo mercado que os dividendos sejam baixos, visando uma reaplicação no próprio negócio.
  • Analisa casos de empresas que não pagam dividendos, casos de empresas que pagam dividendos e chamam subscrição.
  • Casos de split de ações, de recompra de ações para guarda em tesouraria.
  • Situações de administradores que ganham opções de compra de ações (da empresa), algumas vezes obtendo uma remuneração maior para si, que propriamente para os acionistas.

20º capítulo: Margem de Segurança

    Margem de Segurança como conceito central de investimentos. Este é o conceito mais importante de Graham:

  • Apresenta seu conceito central de investimentos: margem de segurança
  • MS seria o “plus” a mais que o investimento em ações teria sobre o investimento equivalente em poupança (renda fixa)
  • Entendendo a margem de segurança: Como se analisa o poder de lucratividade de uma empresa? Preço/Lucro = 11 (por exemplo), logo temos um poder de lucratividade 9 earning power) de 1/11 = 9%. Uma vez que a poupança paga 6% ao ano, uma ação que tenha um poder de lucratividade de 9% ao ano possui uma margem de segurança de 50%. Esta margem de segurança propicia um plus a mais caso o lucro anual não seja tão positivo.
  • Conceito de margem de segurança serve para analisar se as ações estão caras ou baratas, pois o poder de lucratividade é comparado com um investimento equivalente em renda fixa.
  • Outro conceito decorrente da MS é o de diversificação dos ativos, pois traz para o investidor conservador mais segurança.
  • Na parte comentada deste capítulo o Janson traz uma excelente analise sobre o que é risco para o investidor mais tradicional, como analisá-lo e como se precaver dele.

Alguns comentários do Janson sobre risco:

  • O risco não está nas ações, está dentro de você;
  • O risco é composto por doses iguais de 2 ingredientes: probabilidades e conseqüências. Antes de investir você deve fazer uma análise realística de suas probabilidades de estar certo e ter noção de como reagirá se estiver errado.
  • Por ignorarem o chamado de Graham pela margem de segurança, muitas pessoas tomaram o lado errado do desafio de Pascal (se você não se lembra do desafio, veja no livro ou na web). Certos de que conheciam as probabilidades de estarem corretos, eles não fizeram nada para protegerem-se contra as conseqüências de estarem errados.

Apêndice: Nova Especulação com as Ações

Há vários tópicos abordados no apêndice, este pareceu mais relevante:

  • O autor comenta que no início do século XX, o fator especulativo referia-se apenas à empresa individualmente, ao seu valor presente, se ela teria condições de pagar suas contas e dividendos.
  • Nos anos 70 (quando o apêndice foi escrito) novo elemento especulativo foi incluído que traz mais incerteza: a ênfase principal nos lucros futuros ou crescimento futuro. A diferença então é que nos velhos tempos a especulação era endógena e hoje em dia é exógena
  • Que esta precificação dos lucros futuros traz uma serie de modelos matemáticos (pouco claros) e induz muitas vezes a erros de avaliação (valuation)
  • O autor coloca que nos anos 70 (e daí para a frente) a valuation pelo valor futuro da empresa se torna cada vez mais usual, ainda que dê margem a erros.

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Enviado pelo forense Paulo Frontin.

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