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Teorias do Capital

Capital é o termo genérico que designa um conjunto de bens e uma importância em dinheiro a partir dos quais é possível obter, posteriormente, uma série de rendimentos (como bônus ou ações).

Em geral, os bens de consumo e o dinheiro empregado para satisfazer necessidades concretas não estão incluídos na definição econômica da teoria do capital.

Sob o ponto de vista da contabilidade, é definido como o patrimônio de um indivíduo ou de uma corporação em determinado momento, que não se confunde com os lucros advindos dessas posses no decorrer do tempo.

É possível distinguir vários tipos. Uma classificação muito comum é a distinção entre o capital fixo, que inclui meios de produção mais ou menos duradouros, como as máquinas; e o capital de giro, que se refere a bens não renováveis, como as matérias-primas.

Teorias do Capital

Os economistas franceses do século XVIII, denominados fisiocratas, foram os primeiros a formular uma teoria econômica. Seus trabalhos foram, posteriormente, desenvolvidos por Adam Smith, pai da teoria clássica do capital, por ele definido como o conjunto de valores produzidos pelo trabalho, oriundos dos bens de consumo e dos bens de produção. David Ricardo a aperfeiçoou em princípios do século XIX.

Em meados do século XIX, Karl Marx e outros autores socialistas aceitaram a visão clássica do capital, fazendo um importante adendo: só é possível considerar capital os bens produtivos, que geram receitas, independentemente do trabalho realizado por seu proprietário.

Outros economistas da mesma época, como Nassau William Sênior e John Stuart Mill, criaram uma teoria psicológica do capital, que tem origem na redução do consumo daquelas pessoas que desejam um rendimento futuro que compense a atual poupança.

Em finais do século XIX, Eugen Böhn-Bawerk e Alfred Marshall procuraram unir a teoria da poupança à teoria clássica do capital. Pela teoria da poupança, a possibilidade de rendimentos futuros incentivava às pessoas a evitar o consumo, no presente, canalizando parte de suas receitas para o aumento da produção.

No século XX, John Maynard Keynes rejeitou essa teoria por não conseguir explicar as diferenças entre o dinheiro economizado e o capital gerado. Demonstrou que a decisão de investir em bens de capital independe da decisão de poupar.

Embora todas essas teorias sejam recentes o capital existe nas sociedades civilizadas desde a Antigüidade. Seu papel nas economias da Europa ocidental e América do Norte foi tão importante que a atual organização sócio-econômica aí dominante é conhecida como sistema capitalista ou capitalismo.

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